O adolescente de hoje vive em um mundo dinâmico e veloz, onde as informações das mais variadas fontes são acessíveis a todos de forma rápida e a custo razoável. Por isso, diante de tantas publicações científicas, páginas na internet, produções literárias, revistas culturais, folhetins, textos e artigos filosóficos, ele vive em crise religiosa e se pergunta: crença ou descrença – o que é mais saudável? As novas gerações não aceitam ditadores da moral alheia, oradores inflexíveis e dirigentes fanáticos. Elas possuem uma visão de mundo, implícita na religião, que preconiza o respeito a si próprio e a seu semelhante; acreditam em Deus como uma força maravilhosa que controla tudo quanto existe ou possa existir; e não homens, ditos “santificados”, que dizem ser o cajado nas mãos de Deus para repreender e encaminhar os “pecadores” e “incrédulos”.
É mais fácil atribuir ao Pai a incoerência que acreditais existir nos mundos superiores e a desordem que inunda a Terra do que assumir vossas próprias imperfeições e voltar a trabalhar na centelha do amor e luz que a espiritualidade lhes pede. Pai, porque permites que eu passe por tanta dor e sofrimento?
Nem mesmo vossa ingratidão afasta de nós a proteção do Pai. Sempre zeloso e cheio de piedade, Ele compreende a ignorância que ainda reina entre vós e das vossas atitudes de desamor, não leva magoas ou qualquer triste sentimento, apenas compreende a necessidade de redobrar o vosso apoio espiritual e cada vez mais lhes estender as mãos.
Lembrem-se de que a vida é curta. Enquanto ela dura, esforça-se para adquirir o que veio procurar nesse mundo. Lute pelo espírito e pelo coração, corrija seus defeitos, adoce seu caráter, fortifique sua vontade. Acautele-se das armadilhas da carne. Reflita que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos abandonam a alma num assalto perpétuo. Lembre-se de que tudo o que é material é efêmero. Mas há três coisas que vêm de Deus e são imutáveis como ele; três coisas que resplandecem acima do reflexo das glórias humanas. São elas…O instinto é independente da inteligência? Qual é a fonte da inteligência? Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, perceber onde um acaba e a outra começa? É exato dizer que os dons instintivos diminuem à medida que aumentam os intelectuais? Por que a razão não é sempre um guia infalível? A inteligência é um atributo do princípio vital? Podemos, então, dizer que cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila, como tira e assimila o princípio da vida material?
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